amsterdamente

Amsterdam eh mais, eh menos, eh normal, eh louca, eh tudo. Eu tambem.

Sunday, July 04, 2004

Fim de semana no Alemanha

A Maria e seu respectivo (Lucas) estão morando nessa cidadezinha alemã, que fica quase na fronteira com a Holanda. Então fui convidada a passar o findi com eles.
Sexta-feira lá fui eu, 3 horas e meia de trem. Uma barbada. A não ser pelo preço, que, comparado a outras viagens pelos trilhos europeus, saiu bem salgado: 60 euros o ticket ida-e-volta com validade de 2 meses, na 2a classe, fazendo duas trocas de trem no meio do caminho...
Cheguei lá às 9 da noite, dia claro ainda. A Maria tava me esperando na estação. Fomos pro apto deles. Aachen é uma cidadezinha pequena, mas muito charmosa. Tem também curiosidades interessantes: foi a capital do império de Carlos Magno, cujos restos mortais estão num douradíssimo baú precioso no interior da catedral da cidade, tombada como patrimônio da Unesco. Dá para imaginar como é a tal catedral. Por dentro, uma das mais lindas que eu já visitei.
Outro superlativo: a universidade de Engenharia é a mais conceituada da Alemanha, por isso o Lucas (namorado da Maria, lembra?) pegou a bolsa pra estudar lá um ano. Uma cidade universitária, portanto.
Saímos para uma volta na noite, junto com uns amigos brasileiros estudantes. O fervo era numa quadra de ruas de pedra, curvinhas, subidas e descidas. Ficamos num bar, bebendo frozen marguerita. Eu sei, nada de chopp, pois é.

No outro dia, depois de almoçar, saímos de galera de novo (com mais um casal, três gaúchos e um paulista). Fomos para Köln - Colônia. Lá, mais uma catedral imensa. I-men-sa. E linda. Tiramos fotos e vistamos mais uns pontos turísticos, como a casa onde começou a Água de Colônia.
De repente, escutamos um som de rave e enxergamos umas bandeirinhas coloridas. Chegamos mais perto: GAY PRIDE! Muuuuuita purpurina, gen-te! Homem com homem, mulher com mulher, com chuva ou sem chuva (o tempo estava louco), dançando, enrolando línguas, roçando bundas, exibindo shortinhos de couro, assim, no maior vale-tudo. Música eletrônica da melhor qualidade. Ficamos lá um pouco, para o nervosismo geral dos rapazes muito machos que compunham a nossa pequena excursão turística... Até ganhamos um CD de graça, da Miss M., um negão de 2m de altura com plataformas e peruca Black Power - de paetês. O single contém 4 versões do seu último sucesso: "I´m Gay".
Me diverti!
Seguimos então para Bonn, a cidade do Bethoven. Lá, visitamos mais pontos turísticos. Como que para tentar tornar aquela vida chata de turista mais colorida, eu, a Maria e o Lucas fizemos nosso lanchinho especial: space cakes, que eu tinha levado de Amsterdam.
Fomos atrás de um festival de rock que um brasileiro tinha dito para alguém. Depois de uns minutos num metrô, achamos. O festival era monstruoso! De graça, num parque enorme, com colinas formando três níveis. O nome era RHEINKULTUR, um festtival anual que dura um dia. Só ROCK'N ROLL. Tinha bandas alemãs e também umas mais conhecidinhas, como Stereophonics, The Von Bondies (aquele do hit C'mon C'mon que tá tocando por aí) e Darkness. Lá de cima, víamos os 3 palcos e acho que mais de 40 mil pessoas. Tinha ainda um hip hop stage e uma pistona de eletrônica, psico pesado e bom. A essa altura, aquele bolinho começou a fazer efeito... Eu e a Maria já nos matávamos de rir com qualquer besteira...! Bebemos uma ceva, assistimos ao show do Von Bondies, demos uma banda no batidão, etc.
Mas daí teve dois problemas.
Primeiro que o metabolismo da Maria não tá nem um pouco acostumado com o THC, e ela teve uma bad trip fudida. E eu fiquei tentando tirar ela de lá...
Segundo que a galera com quem a gente tava não era assim o suprassumo da animação. A passividade (pra não dizer atitude-ameba) do pessoal era algo que, aos poucos, foi se tornando irritante, ao menos pra mim. Enfim, lá pelas 22:30 fomos embora, especialmente por causa do frio. Uma zoeira na hora de sair, o metrô lotado, um arrastão brabo, putamerdaaa. Durante o trecho, foi uma cena linda ver um alemão entorpecido enfiando a cabeça pra fora do vagão pra vomitar no vento... e todo o líquido grudento a se espalhar nos vidros do lado de fora das janelas.
De volta a Colônia, demos uma banda na noite, entramos num bar. Noitada? As pessoas estavam tão cansadas que tomamos umas Coca-Colas e pegamos o trem de volta pra casa, que só saía às 2:16 da madruga...

Domingo voltei pra Amsterdam de tarde, chegando a tempo de ver a final da Eurocopa, só pra sofrer com o Felipão mais uma vezinha. Pena que não deu pra Portugal, mas meu consolo é que foi conquista histórica pra Grécia, que nunca sequer tinha ganho um jogo oficial antes dessa Eurocopa. Quem merecia ganhar era a seleção Scolari, mas a retranqueira grega acabou levando a taça. Já dizia a ala esportiva do G8: não adianta, futebol é resultado.


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