Por uma life less ordinary
Duas semanas de chuva, eu não agüentava mais, até terça-feira eu queria jogar tudo pro alto e ir embora dessa porra de cidade. Até terça. Depois de um final de semana com gente que eu gosto de verdade e que me conhece direitinho, voltar para Amsterdam, com mais chuva e começar uma semana de integração com novos estudantes em sua maioria bem sem-graça, mongolões mesmo, well, não era bem o retrato da felicidade. Ainda mais que eu tinha dor de cabeça e dor de garganta. Terça-feira fui dormir homesick, praguejando contra tudo e todos, pensando como é uma bosta o sistema de transporte público, como eu sou uma drama queen, como essa terra é friiiia, como eles se acham alternativinhos e revolucionários mas não são, como eu tô com saudade do meu namorado e me perguntando what the fuck eu tô fazendo aqui. Isso na terça.
Quarta amanheceu um dia como hoje, ensolarado e com cara de vida nova. Eu tinha mais dor de garganta ainda, mas pelo menos a de cabeça passou. Fui para o segundo dia da Introduction Period e... não sei, começo a ver as coisas de um jeito com-ple-ta-men-te diferente. Definitivamente não por causa dos discursos de motivação do reitor da UvA (tá, talvez um pouquinho, mas vocês tinham que ouvir os caras falam bem pracaralho), muito menos o tour pelos prédios da universidade. Com certeza não. Só sei que eu tenho curiosidade, tenho vontade, tenho ânsia e tenho motivos para estar aqui. E acho que eu estava me esquecendo deles. Tava com a cabeça ainda muito longe e acho que vou ter dias ainda muito ruins e recheados de depressão-brasilis. Porque vocês sabem, o nosso Brasilzinho não tem igual, as nossas pessoinhas, o nosso jeitinho, nossas gírias, nossos guris e gurias, tudinho tudinho, mesmo as coisas chatas e pequenas de Porto Alegre são muito nossas, muito minhas e ninguém me tira, não importa. Mas esse mundo é grande, é enorme, quase assustador, e eu tô aqui não é para ficar reclamando dos gringos e sentindo só saudade, se não é melhor eu voltar de uma vez e ficar reclamando dos europeus e americanos para vocês. Eu tô aqui é para aprender, ser cara-de-pau (é, Alice), errar e me fuder, experimentar, ser eu e também não ser eu, mudar e/ou continuar a mesma. Porque eu posso tudo. Sem esquecer das fotos. Então, ontem conheci tanta gente, mas tanta gente, algumas bem chatas e sem-sal mesmo, mas mesmo essas são interessantes de ficar analisando e tentando descobrir porque raios elas são assim ou assado. Mas peraí!! Eu também conheci muita gente LEGAL! E as pessoas legais, pah, dessas a gente tira um suquinho de essência de energia, em forma de papos interessantes e engraçados. Que futuramente viram amizades ou só uma companhia para de vez em quando ouvir estórias legais. Me perdoem o gênero hippie metafórico, mas é dessa energia que eu quero beber. Dá licença que eu tô indo.
Quarta amanheceu um dia como hoje, ensolarado e com cara de vida nova. Eu tinha mais dor de garganta ainda, mas pelo menos a de cabeça passou. Fui para o segundo dia da Introduction Period e... não sei, começo a ver as coisas de um jeito com-ple-ta-men-te diferente. Definitivamente não por causa dos discursos de motivação do reitor da UvA (tá, talvez um pouquinho, mas vocês tinham que ouvir os caras falam bem pracaralho), muito menos o tour pelos prédios da universidade. Com certeza não. Só sei que eu tenho curiosidade, tenho vontade, tenho ânsia e tenho motivos para estar aqui. E acho que eu estava me esquecendo deles. Tava com a cabeça ainda muito longe e acho que vou ter dias ainda muito ruins e recheados de depressão-brasilis. Porque vocês sabem, o nosso Brasilzinho não tem igual, as nossas pessoinhas, o nosso jeitinho, nossas gírias, nossos guris e gurias, tudinho tudinho, mesmo as coisas chatas e pequenas de Porto Alegre são muito nossas, muito minhas e ninguém me tira, não importa. Mas esse mundo é grande, é enorme, quase assustador, e eu tô aqui não é para ficar reclamando dos gringos e sentindo só saudade, se não é melhor eu voltar de uma vez e ficar reclamando dos europeus e americanos para vocês. Eu tô aqui é para aprender, ser cara-de-pau (é, Alice), errar e me fuder, experimentar, ser eu e também não ser eu, mudar e/ou continuar a mesma. Porque eu posso tudo. Sem esquecer das fotos. Então, ontem conheci tanta gente, mas tanta gente, algumas bem chatas e sem-sal mesmo, mas mesmo essas são interessantes de ficar analisando e tentando descobrir porque raios elas são assim ou assado. Mas peraí!! Eu também conheci muita gente LEGAL! E as pessoas legais, pah, dessas a gente tira um suquinho de essência de energia, em forma de papos interessantes e engraçados. Que futuramente viram amizades ou só uma companhia para de vez em quando ouvir estórias legais. Me perdoem o gênero hippie metafórico, mas é dessa energia que eu quero beber. Dá licença que eu tô indo.


1 Comments:
At 2:16 PM,
Priscila Carvalho said…
Nossa, que desabafo, amiga...
Fica feliz, guria! Tu tá com a tua família aí, tu tem o mundo nas tuas mãos.
Aproveita tudo que essa oportunidade tem de bom.
Tu é uma guria feliz, sei disso. É uma fase.
Não que eu não esteja morrendo de saudade, mas pensa que tu tem muito a aprender por essa terrinha.
Eu estou contando os dias, apesar de faltar muito tempo ainda pra chegar março.
Estou também já com o medinho e com as angústias de ir.
Não quero ficar muito. Já sei disso...
Um beijo, te cuida.
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