Fluxo de consciencia II
Seguindo a lógica da minha personalidade bipolar, minha fase atual é MANIACA. Maníaca, maníaca, maníaca, maníaca. Ma-níííí-a-caaaahh.
Ando pra todo lado pipocando, não páro. Páro sim, de vez em quando, que é para ver como eu tô feliz. O dia de hoje tá uma bosta, como a maioria dos dias aqui: cinza, frio, úmido. Uma garoa chata pra cacete. Mas eu to ouvindo música, indo pra universidade, pedalando, elétrica, ridiculamente sorriso. Tento ligar pro consulado italiano, ninguém nunca atende naquela espelunca, tô desde ontem tentando, quero meu passaporte novo, será que já tá pronto? Moça, preciso do meu passaporte novo. Daí eu viro a esquina e tem um canal lindo, gélido, cercado por arvores choronas que se debruçam sobre ele, embaralhando as formas com a neblina. No centro, inacreditáveis CISNES BRANCOS. Aqui, do lado da minha casa. A foto sai aquela porcaria com a máquina do celular. Paciência. Deveria ter lido um texto ontem, não terminei, tenho que ler outro hoje e já são onze e meia, tá quase chegando o deadline de outros três trabalhos finais e olha só! Exatamente um mês para eu chegar no Brasil, quatro semaninhas mixurucas, eu passo vocês num instante. O metrô acabou de passar bem na minha frente, do outro lado da rua e eu perdi, ele mostrou a língua pra mim e foi embora, eu perdi por um segundo e eu vou chegar mais tarde ainda, só que eu tô cagando e andando, tá entendendo? Tá acompanhando o raciocínio? Não tem lógica nenhuma, porque eu deveria ter dormido mais ontem e nesse findi tem uma festa de brasileiro com negrinho e caipirinha. Não to tomando fluoxetina nem paroxetina, mas eu to bem, muito bem acompanhada de mim mesma. Rindo. Huahaha! Não, não tenho tantos amigos quanto eu gostaria, não adiantei os trabalhos que eu deveria, as roupas estão mais apertadas do que eu previa e o meu emprego é mais chato do que qualquer outro. E DAIH? Não é maconha discriminalizada e também não é um novo amor - por sinal, to bem carente e ansiosa pelo meu. Somehow de bem com a vida. É legal andar de bici, fazer compras no super, comer comida mexicana, dormir no chão do quarto da Laure, cozinhar, assistir a um filme, passar fome e suar, sabe? Tomo meu café preto, converso em inglês, interpreto cinema, conto de Porto Alegre para todos os europeus e anglo-saxões que IDOLATRAM o nosso pais. A saudade me esguela, mas é piedosa o suficiente pra me deixar um fiozinho de ar e eu ter forcas de dizer: tô chegando, feliz.
Ando pra todo lado pipocando, não páro. Páro sim, de vez em quando, que é para ver como eu tô feliz. O dia de hoje tá uma bosta, como a maioria dos dias aqui: cinza, frio, úmido. Uma garoa chata pra cacete. Mas eu to ouvindo música, indo pra universidade, pedalando, elétrica, ridiculamente sorriso. Tento ligar pro consulado italiano, ninguém nunca atende naquela espelunca, tô desde ontem tentando, quero meu passaporte novo, será que já tá pronto? Moça, preciso do meu passaporte novo. Daí eu viro a esquina e tem um canal lindo, gélido, cercado por arvores choronas que se debruçam sobre ele, embaralhando as formas com a neblina. No centro, inacreditáveis CISNES BRANCOS. Aqui, do lado da minha casa. A foto sai aquela porcaria com a máquina do celular. Paciência. Deveria ter lido um texto ontem, não terminei, tenho que ler outro hoje e já são onze e meia, tá quase chegando o deadline de outros três trabalhos finais e olha só! Exatamente um mês para eu chegar no Brasil, quatro semaninhas mixurucas, eu passo vocês num instante. O metrô acabou de passar bem na minha frente, do outro lado da rua e eu perdi, ele mostrou a língua pra mim e foi embora, eu perdi por um segundo e eu vou chegar mais tarde ainda, só que eu tô cagando e andando, tá entendendo? Tá acompanhando o raciocínio? Não tem lógica nenhuma, porque eu deveria ter dormido mais ontem e nesse findi tem uma festa de brasileiro com negrinho e caipirinha. Não to tomando fluoxetina nem paroxetina, mas eu to bem, muito bem acompanhada de mim mesma. Rindo. Huahaha! Não, não tenho tantos amigos quanto eu gostaria, não adiantei os trabalhos que eu deveria, as roupas estão mais apertadas do que eu previa e o meu emprego é mais chato do que qualquer outro. E DAIH? Não é maconha discriminalizada e também não é um novo amor - por sinal, to bem carente e ansiosa pelo meu. Somehow de bem com a vida. É legal andar de bici, fazer compras no super, comer comida mexicana, dormir no chão do quarto da Laure, cozinhar, assistir a um filme, passar fome e suar, sabe? Tomo meu café preto, converso em inglês, interpreto cinema, conto de Porto Alegre para todos os europeus e anglo-saxões que IDOLATRAM o nosso pais. A saudade me esguela, mas é piedosa o suficiente pra me deixar um fiozinho de ar e eu ter forcas de dizer: tô chegando, feliz.


1 Comments:
At 7:36 AM,
Anonymous said…
o, carol, vamu atualizá o blógui aí!!
bjs
maria
Post a Comment
<< Home