Memory, Trauma and the Construction of History
Esse eh exatamente o titulo de um dos textos enormes que eu tenho que ler para a aula de Memory, History and Cinema de hoje (o segundo dia de aula comeca daqui a 4 horas precisamente, e nota-se que continuo mantendo meu senso de urgencia famequiano, oba, tudo de ultima hora). Eh que acabei de me dar conta de que serviria bem como o titulo para a minha situacao atual, se eu fizer uma auto-analise de uns cinco minutos.
Memory - nao canso de me lembrar de Porto Alegre, principalmente das pessoas com quem eu convivia. Eh inevitavel a coparacao quando a gente deixa tudo para tras e comeca a conversar, sair, beber, estudar e rir com pessoas completamentes novas. Que tu nunca viu na tua vida. Que sao de outros paises. De outras culturas. Que falam outras linguas. E mesmo quando nao estou com essas pessoas as memorias vem me cutucar. As vezes eh um saco. Fico pensando se toda essa gente que passou meses fora do Brasil sentiu a mesma coisa ou soh eu que sou assim tao saudosa. Saudosa maloca//maloca querida. Porra, sinto muita saudade, lembro de todos os meus amados todos os dias, eh serio. Nem que seja por uns segundos. Possivelmente porque nao tenho nenhum deles aqui. Merda merda merda, me sinto uma fracote. (essa eh a parte que alguem me consola e diz: "nao carol, eh normal, nao se sinta fraca, etc.")
Trauma - apesar de nem tao traumaticas assim, as cagadas involuntarias e por burrice deliberada acontecem, assim como (creio) para toda guria nova que mora pela primeira vez numa terra desconhecida e abaixo do nivel do mar. Pegar o tram errado e ir parar na Conchinchina-do-meio-do-nada a uma da madrugada sozinha, levar um banho de chuva (nao, TEMPESTADE) e quase morrer de frio enquanto se anda de bicicleta no verao, levar 235769270w2972 "naos" de empregos porque nao se fala holandes fluente, nao conseguir comprar uma bicicleta que nao seja roubada por menos de 40 euros, comer as tipicas balas pretas de liquorish (blaaargh), levar um tombo (um senhor tombo, diga-se) de bicicleta e esfolar os dois joelhos quando se estah vestindo um short e ter que ir para a aula imediatamente, ser xingada por velhinhos-cabeca-dura porque nao se respeitou um sinal de pedestre/bicicleta, e ser rotulada pejorativamente como a Latina sao alguns exemplos de razoes que me levaram a mandar tudo a putaquepariu e/ou serviram como aquele velho cliche "errando a gente aprende". Pelo menos agora rendem risadas. (daih me lembro de novo da Alice: tem mesmo eh que ser cara-de-pau)
And the Construction of History - o que eh inegavel in this whole shit eh que vou construindo minha vidinha por aqui. Aos trancos e barrancos, certamente, mas nao teria graca nenhuma se tudo desse muito certo. Continuo tentando furar os diques (neh, caca) as vezes com mais forca do que deveria, mas tenho feh no jeitinho brasileiro. Sabia que os holandeses tambem sao adeptos ao jeitinho? Tai uma coisa que eu nunca pensei que iria encontrar aqui. Eh valido, ainda, reconhecer que as vezes ele nao serve para nada. Esquecer que se eh brasileiro/gaucho/porto-alegrense tambem faz bem.
(beijos para todos que estao na minha memoria e que talvez nao estejam agora fazendo parte desses meus traumas mas para quem quero contar a minha historia)
Memory - nao canso de me lembrar de Porto Alegre, principalmente das pessoas com quem eu convivia. Eh inevitavel a coparacao quando a gente deixa tudo para tras e comeca a conversar, sair, beber, estudar e rir com pessoas completamentes novas. Que tu nunca viu na tua vida. Que sao de outros paises. De outras culturas. Que falam outras linguas. E mesmo quando nao estou com essas pessoas as memorias vem me cutucar. As vezes eh um saco. Fico pensando se toda essa gente que passou meses fora do Brasil sentiu a mesma coisa ou soh eu que sou assim tao saudosa. Saudosa maloca//maloca querida. Porra, sinto muita saudade, lembro de todos os meus amados todos os dias, eh serio. Nem que seja por uns segundos. Possivelmente porque nao tenho nenhum deles aqui. Merda merda merda, me sinto uma fracote. (essa eh a parte que alguem me consola e diz: "nao carol, eh normal, nao se sinta fraca, etc.")
Trauma - apesar de nem tao traumaticas assim, as cagadas involuntarias e por burrice deliberada acontecem, assim como (creio) para toda guria nova que mora pela primeira vez numa terra desconhecida e abaixo do nivel do mar. Pegar o tram errado e ir parar na Conchinchina-do-meio-do-nada a uma da madrugada sozinha, levar um banho de chuva (nao, TEMPESTADE) e quase morrer de frio enquanto se anda de bicicleta no verao, levar 235769270w2972 "naos" de empregos porque nao se fala holandes fluente, nao conseguir comprar uma bicicleta que nao seja roubada por menos de 40 euros, comer as tipicas balas pretas de liquorish (blaaargh), levar um tombo (um senhor tombo, diga-se) de bicicleta e esfolar os dois joelhos quando se estah vestindo um short e ter que ir para a aula imediatamente, ser xingada por velhinhos-cabeca-dura porque nao se respeitou um sinal de pedestre/bicicleta, e ser rotulada pejorativamente como a Latina sao alguns exemplos de razoes que me levaram a mandar tudo a putaquepariu e/ou serviram como aquele velho cliche "errando a gente aprende". Pelo menos agora rendem risadas. (daih me lembro de novo da Alice: tem mesmo eh que ser cara-de-pau)
And the Construction of History - o que eh inegavel in this whole shit eh que vou construindo minha vidinha por aqui. Aos trancos e barrancos, certamente, mas nao teria graca nenhuma se tudo desse muito certo. Continuo tentando furar os diques (neh, caca) as vezes com mais forca do que deveria, mas tenho feh no jeitinho brasileiro. Sabia que os holandeses tambem sao adeptos ao jeitinho? Tai uma coisa que eu nunca pensei que iria encontrar aqui. Eh valido, ainda, reconhecer que as vezes ele nao serve para nada. Esquecer que se eh brasileiro/gaucho/porto-alegrense tambem faz bem.
(beijos para todos que estao na minha memoria e que talvez nao estejam agora fazendo parte desses meus traumas mas para quem quero contar a minha historia)


3 Comments:
At 4:54 PM,
Anonymous said…
Que bonito, isso Carol...
bjinhos,
Flávia:)
At 7:02 AM,
Anonymous said…
Carolzinha!!!
eu não estava mesmo lendo teu blógui (olha como tenho acentos no meu teclado brasileiro!!!), simplesmente porque NÃO SABIA QUE EXISTIA. Agora vou ler sempre, tanto que ele é link do public.fotki.com/supermeri2, onde estão minhas fotos mais recentes (Alemanha contigo, Rússia e Brasil!!).
Beijão,
Mary
At 2:41 PM,
Anonymous said…
Carolzinha, vou imitar e repetir as duas dicas... Primeira: é normal sentir saudades! Tu- vai ver, tem dias que tu vá da euforia à deprê total. Mas é assim mesmo! Segunda: seja cara-de-pau. Quantas vezes já ouviste o famoso "quem tem boca vai à Roma"?! É isso aí, sai perguntando, te inturmando, falando com todos. Tenho certeza que esse jeitinho brasileiro não vai deixar à desejar! Curte aí, o nosso Brasil é tudo mesmo, mas vai estar sempre aqui te esperando! Enquanto tu curte um Fat Boy aí, a gente fica com uma Fulltronic mesmo... hehe! Beijão e boa sorte nestes começos! Débi.
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